Aprendizagem socioemocional no Ensino Médio é demanda urgente

Aprendizagem socioemocional no Ensino Médio é demanda urgente

Competências já foram avaliadas pelo Pisa e começam a ser cobradas por empresas e vestibulares; estudante que desenvolve a aprendizagem socioemocional tem desempenho acadêmico 11% melhor

A aprendizagem socioemocional, que compreende habilidades como empatia, responsabilidade e resiliência é essencial na vida de qualquer ser humano – e a escola deve se empenhar para inseri-la no currículo a fim de formar cidadãos emocionalmente saudáveis. Para especialistas, em meio à expectativa para a aprovação do texto final da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) para o Ensino Médio, documento que norteará o que todos os alunos brasileiros devem aprender, o tema é uma das principais demandas.

Celebrado por educadores, o ensino das chamadas habilidades socioemocionais será realidade para alunos do Ensino Fundamental, como propõe a BNCC para este ciclo. Segundo Eduardo Calbucci, professor e um dos criadores do Programa Semente, não há diferença significativa na instrução do tema para crianças e adolescentes. “O que muda são os conflitos, que são diferentes em cada idade”, afirma.

Entre os jovens, questões como sexualidade, drogas e escolha profissional podem deixá-los desorientados. “É um momento propício para trabalhar as competências socioemocionais.” As habilidades ajudam o aluno do Ensino Médio no processo de formação de identidade e, consequentemente, na transição para a vida adulta.

Aprendizagem socioemocional em foco

O assunto é urgente. Na última edição do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), a capacidade de “solução colaborativa de problemas” foi testada em alunos de 15 e 16 anos em setenta países juntamente com competências regulares, como Ciências e Matemática. Empresas e até vestibulares já começam a avaliar a aprendizagem socioemocional em suas seleções.

Em 2011, uma pesquisa do Casel (Espaço Colaborativo para a Aprendizagem Acadêmica e Socioemocional, em livre tradução) reuniu diversos pesquisadores do mundo todo para avaliar o impacto de programas de aprendizagem socioemocional na vida de 270 000 estudantes. Os resultados incidiram não só na diminuição da possibilidade de surgimento de transtornos psiquiátricos como também na melhora do desempenho acadêmico de, em média, 11%..

Com o aumento de casos de depressão (e até suicídio) entre adolescentes, trabalhar as competências socioemocionais pode ser um aliado no combate à doença. “Criar um ambiente de abertura ao diálogo e acolhimento pode ser de muita valia para o jovem que está passando por esse tipo de problema. Não soluciona a doença, mas ajuda a escola e a família a diagnosticá-la”, avalia Calbucci. “O aluno que aprende a lidar com as próprias emoções melhora seu desempenho em todos os aspectos”, completa.

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2018-05-24T11:55:47+00:00 Semente na Escola|