Como as escolas podem se adequar ao ensino das habilidades socioemocionais

Como as escolas podem se adequar ao ensino das habilidades socioemocionais

Base Nacional Comum Curricular inseriu como obrigatório o ensino dessas competências na Educação Básica

Uma das diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que estabelece o conjunto de conhecimentos necessários para todos os alunos brasileiros, é a promoção do desenvolvimento da aprendizagem socioemocional. Tais competências incluem um espectro de capacidades que todos nós precisamos aprimorar a fim de lidar melhor com as próprias emoções. Como, no entanto, as instituições de ensino irão abordar um tema tão novo no Brasil?

É fundamental que as instituições busquem se adequar à proposta por meio de projetos pedagógicos sérios. “Todo professor já discute temas socioemocionais no dia a dia”, argumenta Eduardo Calbucci, educador e um dos criadores do Programa Semente. O professor, de maneira empírica e intuitiva, por vezes atua com seus alunos no aspecto socioemocional, por exemplo, ao considerar fatores emocionais do estudante diante de situações de orientação pedagógica. A questão é que, dessa maneira, a aprendizagem não acontece de forma sistematizada e nem tem objetivos claros.

Programa Semente

Criado por educadores brasileiros, o Programa Semente orienta as escolas a ministrar a aprendizagem socioemocional por meio de um sistema bem estruturado baseado em pesquisas científicas internacionais. “Mostramos o caminho das pedras”, explica Calbucci.

Para ele, o acréscimo do tema foi a mudança mais significativa da BNCC, pois são instrumentos que ajudarão o aluno por toda a vida. “Da mesma maneira que crianças e adolescentes aprendem os conteúdos tradicionais, como matemática, química e biologia, elas podem trabalhar habilidades internas como autocontrole e empatia, o que desenvolve a confiança, o otimismo e a autoestima”, afirma.

Aprendizagem socioemocional do mundo

Em uma meta-análise realizada na Universidade de Illinois em Chicago, Universidade de Loyola e Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, após 18 anos da exposição a um programa de aprendizagem socioemocional estruturada, os estudantes ainda apresentavam manutenção dos ganhos. O estudo envolveu cerca de 97 000 estudantes e replicou os resultados de outra meta-análise, de 2011, que englobou cerca de 270 000 jovens.

Os benefícios experimentados por eles eram melhor comportamento social, empatia, trabalho em grupo e desempenho acadêmico. Além disso, essas pessoas apresentavam menos problemas de conduta, menor incidência de transtornos mentais e menor uso de drogas psicoativas.

Conheça mais sobre o Programa Semente. Entre em contato com a equipe aqui. 

 

 

 

2018-05-02T12:04:44+00:00 Semente na Escola|